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Gaspar do Amaral

Energia e sistema elétrico · Artigo publicado no LinkedIn em 2 de maio de 2026

Evitar o “Silêncio Sistêmico” com a Lei da Responsabilidade Energética Integral

A contribuição para a consulta pública da DGEG e a proposta de Lei REI: responsabilidade energética integral

Gaspar do Amaral · 2 de maio de 2026

Adaptação do original em português de Portugal. Esta versão foi emitida em 27 de outubro de 2026.

Ilustração original do artigo, com os textos em português de Portugal: numa folha de papel sobre uma mesa de trabalho, ao lado de uma caneta, “Contributo para a Consulta Pública – DGEG” (contribuição para a consulta pública – DGEG), “Lei REI” e “Autor: Eng Gaspar do Amaral”. © Aprecisa.com
Ilustração original do artigo, com os textos em português de Portugal: numa folha de papel sobre uma mesa de trabalho, ao lado de uma caneta, “Contributo para a Consulta Pública – DGEG” (contribuição para a consulta pública – DGEG), “Lei REI” e “Autor: Eng Gaspar do Amaral”. © Aprecisa.com

Hoje dei um passo que considero vital para a Soberania Energética e Ciberfísica do nosso país.

Enviei formalmente à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG, o órgão do governo português responsável por energia e geologia) a minha contribuição estrutural para o Caderno de Encargos (o termo de referência) do Estudo sobre os Custos Totais do Sistema (CTS). Que cada um de nós faça o mesmo.

Depois de muitos anos de dedicação à Engenharia de Sistemas e à integração de infraestruturas críticas de comunicações, não posso ser complacente com um modelo de transição energética que ignora a Física e a Termodinâmica em favor de uma mera “contabilidade de fluxos”.

Neste documento, notifiquei formalmente o ministério responsável sobre a necessidade imperiosa de implementar a Lei REI (Responsabilidade Energética Integral). O paradigma atual de injeção intermitente sem garantia de firmeza, que socializa os custos da instabilidade na conta de luz dos consumidores, nos leva perigosamente para o que chamo de “Silêncio Sistêmico”.

Para garantir a Confiabilidade Estrutural e a Garantia de Segurança Operacional, propus à administração quatro pilares inegociáveis para este estudo:

1. Governança por Triangulação: A validação metrológica do CTS não pode ficar nas mãos do monopólio da rede (REN, a operadora da rede de transmissão portuguesa). É necessária a criação de uma Comissão de Integridade Sistêmica independente, envolvendo a DG ENER (Comissão Europeia), especialistas da AEMO (Austrália) e da EirGrid (Irlanda) e a academia independente (ex.: INESC TEC).

2. Soberania Digital (IEC 61850): O fim da gestão da rede como uma infraestrutura passiva. Quantificação obrigatória da implementação da norma IEC 61850, que existe desde 2003, em todos os nós de injeção, dotando o SEN (Sistema Elétrico Nacional) de um verdadeiro Sistema Nervoso Digital com resposta em milissegundos.

3. Valoração da Firmeza Física: O custo da Potência Garantida Aparente e da Inércia Sintética tem de ser internalizado por quem a consome ou compromete (Princípio do Causador-Pagador Ciberfísico), tratando o armazenamento como Neurônios Ativos da rede.

4. Dever de Transparência: Obrigatoriedade de disponibilização dos dados brutos (raw data) de operação em um prazo de 5 dias úteis, sob pena de presunção de inexistência de restrição técnica.

É imperativo passar de uma “contabilidade de fluxos” para uma “contabilidade de integridade”.

O documento completo já está nos serviços da DGEG. Convido a minha rede — engenheiros, tomadores de decisão, reguladores e acadêmicos — a uma reflexão profunda sobre o futuro do nosso Sistema Elétrico Nacional. O tempo da semântica legislativa terminou; exige-se Engenharia.

#LeiREI #IntegridadeSistemica #AbismoDoRigor #SoberaniaEnergetica #SoberaniaDigital #CTS2026 #EngenhariaDeSistemas #IEC61850 #TransicaoEnergetica

Nota metodológica

O que é esta página. Adaptação para o português do Brasil do artigo que o autor publicou no LinkedIn em 2 de maio de 2026; a versão integral em português de Portugal está neste site. A contribuição foi enviada à DGEG no mesmo dia.

Nomes e conceitos. As entidades portuguesas ficam com o nome oficial, com uma explicação entre parênteses na primeira ocorrência: DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia), REN (a operadora da rede de transmissão) e SEN (Sistema Elétrico Nacional). A DG ENER é a Direção-Geral de Energia da Comissão Europeia; a AEMO é a operadora do mercado de energia australiano; a EirGrid é a operadora da rede de transmissão irlandesa; o INESC TEC é um instituto de pesquisa português. Os conceitos próprios do autor mantêm o nome original: Lei REI (Lei da Responsabilidade Energética Integral) e Silêncio Sistêmico (no original, “Silêncio Sistémico”).

Mudanças de forma, não de conteúdo. Foram omitidos os símbolos decorativos (emoji) do início de cada parágrafo da versão do LinkedIn. As hashtags do LinkedIn são mantidas como no original. A ilustração original é reproduzida com os textos em português de Portugal e uma legenda adaptada.

A discussão está no LinkedIn (em português de Portugal)

Os comentários a este texto são feitos no LinkedIn, onde o artigo foi compartilhado na versão de Portugal. Concorde, discorde ou acrescente dados: todas as objeções fundamentadas recebem resposta.

Gaspar do Amaral · Original em português de Portugal de 2 de maio de 2026, publicado neste site; adaptação emitida em 27 de outubro de 2026 · Figuras e tabelas © Aprecisa.com · Com recurso a IA