Resiliência · Newsletter “A Porta Estreita”
Dia 234: A ilusão de ter dois
Por que dois fornecedores, duas rotas ou duas redes nem sempre valem dois
Gaspar do Amaral · 20 de outubro de 2026
Adaptação do original em português de Portugal. Esta versão foi emitida em 27 de outubro de 2026.
Neste site, este artigo foi
Episódio 4 da série “A Porta Estreita”. Há 234 dias a porta de Ormuz está quase fechada. Quem tinha um plano B respirou aliviado. Este episódio é sobre o que acontece quando o plano B depende da mesma coisa que o plano A.
Antes de ler, conte de cabeça: quantos “planos B” você tem em casa? Um segundo celular, uma lanterna, um cartão de outro banco, um botijão de gás reserva. Guarde o número. No fim do artigo, você vai fazer três perguntas a ele, e o número pode encolher.
Domingo à noite, numa casa em Guimarães, em Portugal. Dona Lurdes tem dois celulares: o do trabalho e o pessoal. Ela diz, com razão, que nunca fica sem contato.
Às nove da noite, uma tempestade derruba a linha que abastece a rua. Acaba a luz.
À meia-noite, os dois celulares estão com 10%. Tinham passado a tarde ligados ao mesmo carregador, na mesma tomada da cozinha. Às duas da manhã, os dois apagam quase no mesmo minuto.
Dona Lurdes tinha dois celulares. Tinha uma tomada.

À esquerda está o que dona Lurdes achava que tinha: dois caminhos separados, em que a falha de um não afeta o outro. À direita está o que ela tinha de fato: os dois celulares pendurados na mesma fonte, a caixa vermelha. Quando essa caixa falha, os dois falham juntos. Em engenharia isso se chama falha de causa comum. Troque “tomada” por “porta”, “oleoduto”, “cabo” ou “fornecedor” e o desenho continua certo.
Ter dois não é ter um plano B. Plano B é ter dois que não caem pela mesma razão.
Hoje, dia 234
Hoje, 20 de outubro, é o dia 234. Na semana que terminou em 16 de outubro, o UKMTO, o centro britânico de operações de comércio marítimo, registrou pelo menos 12 navios atacados no estreito, o número mais alto desde o início da guerra. Um deles, o porta-contêineres GFS Pride, afundou quando era rebocado para terra. Nesse dia, o barril de Brent chegou a 110 dólares, o valor mais alto desde maio. Ontem, fechou em 108,09 dólares.
Em Portugal, a 5.ª onda, a da comida mais cara, continua chegando devagar. Em 14 de outubro, a cesta de 63 itens essenciais da DECO PROteste subiu pela segunda semana seguida e chegou a 256,26 euros, 14,43 euros a mais do que em janeiro. A pescada fresca subiu 17% numa semana.
Os episódios 2 e 3 explicaram por que os azares chegam juntos e por que chegam com atraso. Este episódio olha para o outro lado: para as defesas. Para o segundo fornecedor, a segunda rota, a segunda rede. Para o que nos deixa tranquilos.
1. O seu teste, de novo: zero
No episódio 3 pedi uma letra, A, B, C ou D: qual é a próxima onda a chegar à sua casa. Recebi curtidas, recebi sete assinantes novos nesta semana. Não recebi nenhuma letra. No episódio 2 eu tinha pedido um número de 0 a 5 e o resultado foi o mesmo.
Não vou mais ler isso como desinteresse. Leio como um dado: responder obriga a olhar para a própria casa, e isso custa mais do que ler sobre a casa dos outros. Por isso, neste episódio, a pergunta final pede só uma palavra: sim ou não.
2. O plano B que a Arábia Saudita construiu em 1981
A Arábia Saudita sabe há mais de quarenta anos que Ormuz é uma porta estreita. Por isso, em 1981, construiu um plano B: o oleoduto Leste–Oeste, com 1.200 quilômetros, que leva o petróleo dos poços do Golfo até Yanbu, no Mar Vermelho, sem passar pelo estreito. Ele aguenta 7 milhões de barris por dia.
Durante esta crise, o plano B funcionou. Desviou cerca de 4 milhões de barris por dia, perto de 4% de todo o petróleo do mundo. Segundo a MEES, uma publicação especializada citada pelo OilPrice, permitiu à Arábia Saudita manter cerca de 65% das exportações de antes da guerra. É um bom plano B. Mas não é um plano B independente.
Repare onde ele foi atingido:
- No caminho. De 11 a 22 de setembro, o oleoduto ficou parado cerca de 11 dias, depois de ataques com drones lançados do Iraque. Em 4 de outubro, um novo ataque, reivindicado pelos houthis, atingiu uma estação de bombeamento perto de Khurais, que nunca tinha sido alvo, e o oleoduto voltou a parar.
- Na saída. Os houthis reivindicaram ataques às instalações da Aramco em Yanbu em 16 e 19 de setembro. O seguro de risco de guerra dos petroleiros que carregam em Yanbu triplicou para cerca de 3% do valor do navio: 3 milhões de dólares por viagem, num petroleiro de 100 milhões.
- Depois da saída. Para chegar à Ásia, o petróleo de Yanbu tem de passar por Bab el-Mandeb, outra porta estreita, ao sul do Mar Vermelho. Por ali passam agora cerca de 30 navios por dia. Antes passavam 80.

A linha azul-escura é o oleoduto: o plano B. A seta vermelha tracejada, à direita, é o plano A, a saída por Ormuz, que fechou. As cruzes vermelhas marcam onde o plano B foi atacado: no meio do caminho, em setembro e em outubro, e na saída, em Yanbu. A caixa laranja lembra que, mesmo depois da saída, há outra porta estreita. O plano B foi pensado para evitar uma porta. Não foi pensado para evitar a causa que fechou a porta: a guerra.
Em 6 de outubro, o ministro da Energia saudita garantia que o oleoduto estava de novo bombeando 5,8 milhões de barris por dia. O plano B voltou. Mas ficou provado o que este episódio quer mostrar: quando a causa é a mesma, o segundo caminho também está na mira.
O oleoduto contornou a porta. Não contornou a guerra.
3. A conta que engana
Vamos às contas, no nível do 9.º ano. Imagine dois fornecedores. Cada um falha 10% das vezes, ou seja, 1 vez em cada 10 crises. Se forem independentes, se um não tiver nada a ver com o outro, a probabilidade de os dois falharem ao mesmo tempo é a multiplicação das duas:

Com 10% cada um: 0,1 × 0,1 = 0,01. Os dois falham juntos 1 vez em 100. É essa conta que nos deixa tranquilos quando temos dois.
Agora junte a causa comum. Imagine que metade das falhas de cada fornecedor vem da mesma causa: o mesmo estreito, a mesma guerra, o mesmo inverno. Quando essa causa aparece, leva os dois de uma vez. Os engenheiros que cuidam de usinas nucleares e de aviões usam para isso um modelo simples, o do fator β (beta): β é a parte das falhas que é comum aos dois.
A primeira parte da equação, β × p, são as falhas que levam os dois de uma vez. A segunda parte é a velha multiplicação, mas só com as falhas que sobram, as independentes. Com β = 50% e p = 10%: 0,5 × 0,1 = 0,05, mais (0,5 × 0,1)² = 0,0025. Total: 0,0525. Os dois falham juntos cerca de 5 vezes em 100, e não 1.

Leia a tabela de cima para baixo. Na primeira linha, os dois são independentes: o segundo fornecedor divide o risco por 10. É isso que pagamos quando contratamos um segundo. Linha a linha, aumenta a parte das falhas com a mesma causa. Na linha destacada, com metade das falhas em comum, o segundo já só divide o risco por menos de 2. Na última, quando tudo vem da mesma causa, o segundo não divide nada: ter dois é o mesmo que ter um.
Sem causa comum, o segundo divide o risco por 10. Com metade das falhas em comum, divide por menos de 2. Paga-se por dois e recebe-se pouco mais do que um.
4. A mesma ilusão, em quatro continentes
Ásia: dois fornecedores, uma porta. O Japão compra o petróleo sobretudo de dois países: os Emirados Árabes Unidos, com 44%, e a Arábia Saudita, com 40%. Parecem dois. Mas 96% do petróleo japonês vem do Oriente Médio e cerca de 90% passa por Ormuz. Em abril, as compras do Oriente Médio caíram 67,2% em relação a abril de 2025, o valor mais baixo desde 1979. Exemplo: é como ter duas lojas preferidas na mesma rua, abastecidas pelo mesmo depósito. Se o caminhão não chega, as duas ficam com as prateleiras vazias no mesmo dia.
Europa: trocar de fornecedor não é trocar de porta. Depois de 2022, a Itália trocou parte do gás russo por gás natural liquefeito. Em 2025, cerca de 30% do gás liquefeito que comprou veio do Catar, que exporta pelo mesmo estreito. A QatarEnergy prorrogou a força maior até o início de dezembro de 2026: só a italiana Edison ficou sem 35 carregamentos e já teve de substituir 23. Portugal fez outra escolha: não recebe gás do Oriente Médio desde 2020 e compra sobretudo da Nigéria e dos Estados Unidos. Desta vez, Portugal tinha mesmo dois. Exemplo: mudar de posto de gasolina não protege você de uma alta do petróleo; mudar para um carro elétrico, sim.
América do Sul: a alternativa dependia da mesma guerra. O Brasil importa toda a ureia que usa, 7,7 milhões de toneladas em 2025, e cerca de 41% passava por Ormuz. A alternativa óbvia era o Egito, grande exportador. Mas a ureia egípcia é feita com gás, e Israel suspendeu as exportações de gás para o Egito quando começou a guerra com o Irã. A saída de emergência dependia da mesma causa que tinha fechado a porta. Exemplo: é como pedir carona ao vizinho quando o seu carro quebra, e descobrir que o vizinho abastece no mesmo posto, que ficou sem combustível.
América do Norte: dois sistemas que se seguravam um ao outro. Em fevereiro de 2021, uma onda de frio paralisou o Texas. Segundo o relatório final dos reguladores americanos, 75,6% das falhas nas usinas elétricas vieram do gelo e da falta de combustível, sobretudo gás. E 21,5% da queda na produção de gás se deveu a cortes de luz nos próprios poços e estações. A luz precisava de gás; o gás precisava de luz. Caíram juntos. Foram cortados 20.000 megawatts, o maior corte manual de carga da história dos Estados Unidos. Exemplo: é o aquecedor a gás que não liga sem eletricidade. Tem gás e não tem aquecimento.
E no fundo do mar. Em 6 de setembro de 2025, dois cabos submarinos, o SMW4 e o IMEWE, foram cortados perto de Jidá, no Mar Vermelho, e a internet ficou mais lenta nos Emirados, na Índia e no Paquistão. Eram cabos diferentes, de consórcios diferentes, mas passavam pelo mesmo corredor. Exemplo: duas estradas paralelas que atravessam o rio pela mesma ponte são, no dia da enchente, uma estrada só.

Cada linha é um “dois” que, quando chegou a crise, se comportou como “um”. A coluna “Dado real” mostra o fato que o prova, com a fonte e a data. A coluna “A lição” resume o erro numa frase. A linha de Portugal é a exceção: é o caso em que trocar de fornecedor foi também trocar de porta, e por isso esta onda do gás passou ao lado.
5. O teste da independência: três perguntas
A boa notícia é que a causa comum se encontra com três perguntas. Não é preciso software nem consultores. Pegue cada “plano B” que você tem, em casa ou na empresa, e pergunte:
1. Bebem da mesma fonte? A mesma energia, o mesmo combustível, o mesmo dinheiro, a mesma pessoa. Os dois celulares de dona Lurdes bebiam da mesma tomada.
2. Passam pela mesma porta? A mesma rota, o mesmo depósito, o mesmo cabo, a mesma estrada, a mesma ponte. O petróleo japonês tinha dois vendedores e uma porta.
3. Caem pelo mesmo motivo? O mesmo clima, a mesma guerra, o mesmo preço. A ureia do Golfo e a do Egito caíram pela mesma guerra.

A tabela junta as três perguntas a exemplos de casa e de empresa. Leia por linhas: cada linha é uma forma diferente de dois se tornarem um. Um “sim” em qualquer linha não quer dizer que você jogue fora o seu plano B. Quer dizer que ele vale menos do que você pensa, e que vale a pena separar o que está junto: um carregador portátil já carregado, um cartão de outro banco e algum dinheiro em casa, uma segunda fibra que entre no prédio por outro lado, um fornecedor que compre em outro continente.
Para dona Lurdes, a solução custava 20 euros: uma bateria portátil, carregada e guardada na gaveta. Não era um terceiro celular. Era uma segunda fonte.
Você não precisa ter mais coisas. Precisa ter coisas que não caiam pela mesma razão.
6. O que isso quer dizer para a próxima onda
No episódio 3 vimos que a 5.ª onda, a da comida mais cara, está chegando a Portugal. Nas prateleiras há dez marcas de macarrão, mas quase todas usam trigo comprado no mesmo mercado mundial, e chegam de caminhão, a diesel. Ter muitas marcas não protege da alta do trigo nem da do diesel. Ter na despensa o que comemos toda semana, comprado com antecedência, protege um pouco mais.
Para as empresas, o exercício é o mesmo, com mais zeros. Quantos dos seus fornecedores “alternativos” compram a matéria-prima do mesmo país? Quantas das suas duas conexões de internet entram no prédio pela mesma vala? Quantas das suas “duas” pessoas que sabem fazer aquilo de que o negócio depende saem de férias na mesma semana?
A sua vez
Responda nos comentários com uma palavra só, sim ou não: os seus dois celulares, ou o seu celular e o da sua família, carregam na mesma tomada?
Se tiver mais um minuto: diga um “dois” que, depois de ler, você descobriu que era “um”. No próximo episódio publico os exemplos, sem nomes.
Envie este artigo para quem cuida do plano de contingência na sua empresa, no seu condomínio ou na sua prefeitura. As três perguntas cabem num post-it.
Este é o episódio 4 da série “A Porta Estreita”. O episódio 1 mediu quanto tempo aguentamos. O episódio 2 mostrou por que os azares chegam juntos. O episódio 3 mostrou por que chegam com atraso. Este mostrou por que o plano B nem sempre nos salva. Na próxima terça-feira, 27 de outubro, sai o episódio 5.
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Cordialmente, Gaspar do Amaral
#Resiliência #GestãoDeRisco #CadeiasDeSuprimentos #Energia #Infraestrutura #Portugal
Nota metodológica
(1) “Dia” são os dias completos desde 28/02/2026, data do fechamento do estreito; 20/10/2026 é o dia 234. (2) A Equação 2 é a forma simplificada do modelo do fator β, usado na análise de falhas de causa comum (NUREG/CR-5485): considera dois componentes iguais, com probabilidade de falha p numa crise, e uma fração β dessas falhas comum aos dois; ignora reparos e efeitos de ordem superior. (3) Os valores p = 10% e β = 0% a 100% da Tabela 1 são ilustrativos e não medem nenhum caso real; servem para mostrar a forma da relação. As contas da Tabela 1 são: P = β × 0,1 + [(1 − β) × 0,1]²; o “divide o risco por” é 0,1 / P. (4) O seguro de 3% num petroleiro de 100 milhões de dólares dá 3 milhões por viagem (100 × 0,03). (5) Os dados do Japão, da Itália, de Portugal, do Brasil, do Egito, do Texas e dos cabos são os das fontes indicadas, na data de cada uma. (6) Dona Lurdes, as lojas, o vizinho, o aquecedor e as estradas são exemplos ilustrativos. Texto, figuras e tabelas do autor, com recurso a IA.
Sobre esta adaptação. Adaptação para o português do Brasil do episódio 4 da newsletter “A Porta Estreita”, que o autor publicou no LinkedIn em 20 de outubro de 2026; a versão integral em português de Portugal está neste site. As duas figuras, a equação e as três tabelas são as imagens originais, com os textos em português de Portugal, e uma legenda que dá o conteúdo. A Equação 2 não aparece como imagem no original; a sua fórmula é a do ponto (3) acima. Foram omitidos os símbolos decorativos (emoji) da versão do LinkedIn, e os três pontos que eles marcavam na seção 2 aparecem como lista. Os links para os episódios anteriores levam aos originais em português de Portugal neste site. Os títulos das fontes ficam na língua original; só as anotações são adaptadas.
Referências
- Gaspar do Amaral (27/09/2026). Dia 211: A Porta Estreita por onde passa a nossa resiliência — episódio 1 (em português de Portugal); LinkedIn.
- Gaspar do Amaral (06/10/2026). Dia 220: O azar nunca vem só — episódio 2 (em português de Portugal); LinkedIn.
- Gaspar do Amaral (14/10/2026). Dia 228: O efeito dominó — episódio 3 (em português de Portugal); LinkedIn.
- Gaspar do Amaral (19/10/2026). As ondas pelo mundo e o seu plano — complemento ao episódio 3 (em português de Portugal); LinkedIn.
- Al Jazeera (17/10/2026) — EUA e Irã reivindicam o controle de Ormuz: pelo menos 12 navios atacados na semana até 16/10 (UKMTO); afundamento do GFS Pride; Brent a 110 dólares.
- Straits.live — daily brief (19/10/2026) — situação do Estreito de Ormuz: Brent a 108,09 dólares; ataques e negociações.
- DECO PROteste, via Folha Nacional / Lusa (14/10/2026) — cesta de 63 itens essenciais: 256,26 euros; +0,70 euro numa semana; +14,43 euros desde janeiro.
- Al Jazeera (06/10/2026) — Arábia Saudita: oleoduto Leste–Oeste bombeando 5,8 milhões de barris por dia; 1.200 km, 7 milhões de capacidade, construído em 1981.
- Türkiye Today / AFP (05/10/2026) — oleoduto Leste–Oeste volta a parar após ataque a estação de bombeamento perto de Khurais; parada de 11 a 22/09 (Kpler).
- OilPrice.com (25/09/2026) — Aramco restabelece o oleoduto Leste–Oeste; ataques reivindicados contra Yanbu; seguro de risco de guerra a cerca de 3%; Bab el-Mandeb com 30 navios por dia.
- Enerdata (31/08/2026) — Japão: plano de resiliência energética; 96% do petróleo do Oriente Médio; EAU 44%, Arábia Saudita 40%.
- Tank Terminals (22/05/2026) — Japão: importações de petróleo bruto do Oriente Médio em abril −67,2%, mínimo desde 1979.
- Euronews (06/03/2026) — países da UE mais expostos à interrupção do GNL: Itália (~30% do Catar), Bélgica, Polônia; Portugal sem gás do Oriente Médio desde 2020.
- Euro-Petrole / Edison (29/09/2026) — QatarEnergy prorroga a força maior até o início de dezembro de 2026; 35 carregamentos afetados.
- Reuters, via Baird Maritime (05/03/2026) — Brasil: 7,7 milhões de toneladas de ureia importadas em 2025; cerca de 41% passou por Ormuz (Agrinvest).
- World Fertilizer (25/03/2026) — ureia egípcia continua sendo produzida apesar da falta de gás; Israel suspendeu as exportações de gás.
- FERC — Federal Energy Regulatory Commission (16/11/2021) — relatório final sobre o frio de fevereiro de 2021: 75,6% das falhas por gelo e combustível; 20.000 MW de corte de carga.
- Telecom Review (08/09/2025) — cortes dos cabos SMW4 e IMEWE perto de Jidá aumentam a latência na Ásia e no Golfo.
- U.S. NRC / INL (1998). NUREG/CR-5485 — Guidelines on Modeling Common-Cause Failures in Probabilistic Risk Assessment — modelo do fator β.
A discussão está no LinkedIn (em português de Portugal)
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Gaspar do Amaral · Original em português de Portugal de 20 de outubro de 2026, publicado neste site; adaptação emitida em 27 de outubro de 2026 · Figuras e tabelas © Aprecisa.com · Com recurso a IA